31 dezembro 2006

O TERCEIRO PASSO


Aí está o regresso do realizador de MEMENTO e INSOMNIA numa história cheia de magia.
Nesta história cheia de surpresas e mistérios que se desenrola na época vitoriana, dois mágicos desenvolvem entre si uma terrível rivalidade que se alimenta de truques e de uma vontade insaciável de desvendar os segredos um do outro. À medida que vão avançando entre a ousadia e o desejo, o espectáculo e a ciência, e que a ambição vai vencendo a amizade que dantes os unia, vão trilhando um caminho cujos resultados só podem ser perigosos, fatais e enganadores.
Robert Angier (HUGH JACKMAN) é sofisticado, tem o dom do espectáculo, ao passo que Alfred Borden (CHRISTIAN BALE), menos elaborado, é o génio criador a quem falta o glamour na apresentação dos seus truques de magia. Começam por ser admiradores e colaboradores mútuos. Mas quando o seu principal truque corre mal, tornam-se inimigos mortais, tendo cada um deles por único desejo o fim do outro. A sua terrível concorrência vai-se tornando mais feroz truque após truque, espectáculo após espectáculo, até deixar de ter qualquer tipo de limites. Num momento em que o equilíbrio das vidas de todos os que os rodeiam é cada vez mais ténue, chegam a recorrer aos novos poderes do brilhante cientista Nikola Tesla.Por entre choques e revelações, o filme mostra um mundo fascinante, onde são postos em causa os limites mas obscuros da fé, da confiança e do possível.
Realização: Christopher Nolan
Intérprete: Hugh Jackman, Christian Bale, Michael Caine, Scarlett Johansson, David Bowie
EUA/Reino Unido, 2006
128 min
Estreia: 28 de dezembro de 2006

3 comentários:

Roberto Queiroz disse...

O Grande Truque é um dos melhores filmes que assisti esse ano. A cada dia me surpreendo mais com a dedicação de Christian Bale em cada papel (aquele menino que despontou para o mundo em O Império do Sol, de Steven Spielberg, transformou-se num grande ator). Adoro ilusionismo, portanto, posso acabar por dar uma visão muito apaixonada da produção. Belíssima produção de Nolan (que já havia me conquistado em Amnésia). Infelizmente, como em hollywood tudo se copia, isso dá margens a filmes ruins que pegam carona em grandes filmes. É o caso de O Ilusionista, de Neil Burger. Uma lástima! simplesmente querendo pegar carona no sucesso alheio. Abraços do crítico da caverna e feliz 2007 pra você.

Maria disse...

Fui ver com o Soulshadow e gostámos bastante. Século XIX, técnica e ciência a suportarem sonhos e credibilidade, enquanto elevavam as expectativas do maravilhoso. A rivalidade de Edison. A passagem de identidades. Gostei muito.

Pyny disse...

Eu gostei imenso! Um pouco previsível. Mas enfim! Eh eh:p