31 março 2007

HONRA DE CAVALARIA



Uma adaptação livre do romance "Dom Quixote".
Durante a rodagem, a equipa de produção e o elenco embarcaram numa jornada cinematográfica e biográfica que espelha as experiências dos dois protagonistas do romance.
Os paralelos entre estas duas jornadas formam o tema central do filme. Em termos artísticos, não é então “a narrativa de uma aventura, mas antes uma aventura de uma narrativa”. Numa nota mais pessoal, também se poderia chamar “a primeira versão de filme do Quixote feita por Quixotes de carne e osso”.
Na sua estética e nos seus conceitos centrais, o Quixote junta três linhas distintas: o cinema purista (incluindo Lancelote do Lago, O Evangelho segundo S.Mateus, Francis God’s Jester, Ozu); os inovadores, excêntricos trabalhos dos anos 70 (Paradjanov, Glauber Rocha, Godard) e a mitologia pessoal do seu autor.
Lluis Carbó e Lluis Serrat interpretam as duas personagens principais.A poesia, a simplicidade e a beleza da relação íntima dos dois é bem retratada por estes actores desconhecidos, num regresso à tradição nobre de Bresson, Ermanno Olmi e Pasolini, e a sua mestria no uso de não-profissionais.
Filmado inteiramente em exteriores, o filme não apresenta nenhuma construção humana.

Realização: Albert Serra
Com: Lluis Carbó, Lluis Serrat, Xavier Gratacós, Paula Casadevall, Albert Pla
Espanha, 2006
Estreia: 29 de Março de 2007

3 comentários:

Anónimo disse...

Para interpretar el Quijote, mejor un actor castellano. Para interpretar a la Santa de Avila, mejor una castellana (Concha Velasco) que la andaluza Paz Vega........

citizenmary disse...

Fui ver e gostei muito. Belíssima fotografia. Bom retrato do meu herói. Obrigado pela sugestão.

Sacavera lusitana disse...

Para comentar num blog português, melhor em língua portuguesa, seu mesetário nojento...
Fica por ver se o Quixote é uma obra castelhana ou outra rapinha mesetária às culturas ibéricas não mesetarizantes. Como Gil Vicente ou as Cantigas de amigo (incluidas aproveitadamente na história da literatura mesetária, será que não têem material suficiente?), o Livro de Alexandre, Llàtzer de Tormos (roubados à literatura catalã), o mediocre Garcilaso La Vega (simples adaptador-plagiador do grande Ausiàs March), Feijoo (adaptador mediocre e mesmo tarado do grande Montaigne), etc.