Mostrar mensagens com a etiqueta Vídeo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vídeo. Mostrar todas as mensagens

27 fevereiro 2011

TRUE GRIT


Nestes dias entre semestres vou aproveitando para me vingar no cinema, desta feita, fui ver Indomável, o último trabalho dos irmãos Coen.
Em Indomável; True Grit no original, temos de novo os irmãos Coen no seu melhor: este é um western, e não deixa por isso de ser mais um dos fantásticos retratos de uma certa América profunda, sé é que isso realmente existe, já um pouco habituais na obra “Coeniana”. Esta é a velha América dos antigos westerns; aquela que foi construída com o colt e a carabina numa mão e a bíblia na outra. A América de Indomável, não é muito diferente de Este País Não é para Velhos (2007), de Irmão Onde Estás? (2000), Ou mesmo do formidável Fargo (1996).


Creio que não poderemos considerar Indomável como um remake de a Velha Raposa (1969), o clássico que rendeu a John Wayne (1907-1979), o único Óscar da sua carreira. Penso que o melhor termo que se poderá usar é; uma readaptação do romance de Charles Portis, desta vez com o cunho, muito próprio da versão dos Coen.


Nesta versão, o escolhido para o papel do velho Marshal, foi Jeff Bridges; o Grande Lebowski (1998), mais uma das grandes obras dos Coen, onde o actor brilhou como “The Dude”. Porém desta vez o “The Dude”, não quis calçar as botas do “Duke” (alcunha de John Wayne). O Rooster Cogburn de Bridges não deixa de ser o velho Marshal zarolho, rezingão e bebedolas, que tem a fama de perseguir implacavelmente o seu alvo. No entanto é um Cogburn com uma identidade própria, conferida pelo próprio Bridges e que lhe poderá muito bem render o Óscar deste ano. No entanto, como o Rooster de Wayne, não deixa de ser o velho durão de coração mole que decide ajudar Mattie Ross (Hailee Steinfeld), que apesar dos seus 15 anos é uma jovem determina a perseguir e vingar o assassino do pai. Aliás a empresa parece, logo à partida condenada ao fracasso; Chaney, o assassino (Josh Brolin) uniu-se ao bando de Ned Pepper um perigoso pistoleiro que eles vão ter que enfrentar, curiosamente, o actor Barry Pepper, é bastante parecido com Robert Duval o actor que interpretou o mesmo papel na versão de 1969. Para ajudá-los apenas podem contar com La Bouef (Matt Damon) um Texas Ranger que já persegue Chaney há algum tempo para o levar para o Texas onde há uma choruda recompensa pela sua captura.





Porém a verdadeira heroína é a jovem Mattie Ross, esperta e determinada, não se deixa enganar facilmente, conseguindo mesmo enrolar o habitual parceiro de negócios do seu pai e assim poder financiar a sua expedição. Apenas não percebo porque Hailee está nomeada para o prémio de Melhor Secundária quando na verdade é ela a grande protagonista e practicamente a única actriz feminina de realce, aliás é ela a Indomável do título, com uma excelente actuação a rivalizar com Bridges e um excelente Matt Damon, embora num papel mais apagado.

Este é mais um grande filme dos Coen, que mistura brilhantemente a violência com um certo humor bem típico das obras dos dois irmãos. De realçar a brilhante fotografia de Roger Deakins que capta na perfeição as velhas paisagens do velho Oeste, quase sentimos a nostalgia dos velhos filmes, então em Technicolor. Sempre achei que os westerns funcionavam melhor a cores.



ATENÇÃO: ESTA É A PARTE QUE NÃO DEVEM LER SE AINDA NÃO VIRAM O FILME. Ou podem lê-la por vossa conta e risco.
Este não é apenas mais um filme que vem fazer reviver o velho western, podemos dizer que é também um pouco a desconstrução do western clássico. Aqui o herói, é de facto uma heroína; determinada, teimosa, e que, apesar da sua jovem idade, não tem problemas em “bater o pé” e enfrentar os mais velhos. Facto a que não será alheio o facto de ser uma mulher a autora original do romance. Há nesta obra um bravo retrato do velho Oeste, dos grandes pistoleiros, da gabarolice de alguns. Mas há também na parte final uma nostalgia dos tempos do velho Oeste, quando vemos a “civilização” a chegar aos locais mais remotos, através do comboio, não restando outro remédio aos velhos pistoleiros, senão exibirem os seus dotes em circos e feiras. É esta desconstrução dos velhos mitos do velho Oeste com os novos tempos que joga a habitual ambivalência dos irmãos Coen. No final do filme não é o cowboy solitário que caminha em direcção ao pôr-do-sol, é a própria Mattie que caminha solitária em direcção à pradaria.

21 fevereiro 2011

THE BLACK SWAN

THE BLACK SWAN


Há poucas semanas fiz uma pequena apresentação sobre Cinema Surrealista no âmbito da Cadeira de História da Arte. Foi pena não ter visto antes o Cisne Negro de Darren Aronofsky pois é um filme que está plenamente integrado no tema discutido. Para quem conhece o cinema de Aronofsky é fácil distinguir esta dualidade entre corpo e mente, que habitualmente conduz à autodestruição; assim foi com “The Wrestler” (2008), filme que ressuscitou a carreira de Mickey Rourque, e assim terá sido também em Requiem for a Dream (2000), para mim, o melhor Aronofsky antes de ver o Cisne Negro.

Em o Cisne Negro Natalie Portman é Nina, uma jovem bailarina obcecada pelo papel principal numa nova produção de o Lago dos Cisnes de Tchaikovsky (1840-1893). Para quem conhece a magnífica obra do compositor russo; Odette, a Rainha dos Cisnes é na verdade uma jovem princesa, que sob o feitiço do maléfico mago Rothbart, é transformada num belíssimo cisne branco, podendo apenas retomar a sua verdadeira forma humana durante a noite. Entretanto conhece Siegfried, belo príncipe que caçava por aquela zona, e ambos se apaixonam. Sabendo que apenas o amor verdadeiro poderia quebrar o feitiço, Siegfried promete declarar o seu amor a Odília durante o baile nessa mesma noite. No entanto no momento do baile o príncipe é iludido pelo feiticeiro, e na verdade dança com a sua filha, Odília; O Cisne Negro. Enquanto Odette é paixão, emoção e fragilidade, Odília é fogo e sedução, como se fosse a outra face de Odette.

Ao descobrir o engano, Siegfried percebe que já é impossível inverter o feitiço. Assim os amantes frustrados decidem suicidar-se afogar-se no próprio lago.
Na produção de o Lago dos Cisnes, a Rainha do Lago é o papel mais importante; aquele que todas as bailarinas almejam. Nina, na sua beleza, timidez e fragilidade é o Cisne Branco em toda a sua perfeição. No entanto é demasiado controlada, falta-lhe a espontaneidade natural para interpretar o Cisne Negro. Thomas Leroy (Vincente Cassel) é o coreografo e director da companhia, que lhe diz que ela deve soltar todo o seu lado negro para conseguir fazer a transmutação do seu cisne branco para o negro. Porém para Nina não basta ser a Rainha dos Cisnes, ela tem que ser perfeita em tudo, só assim poderá assegurar o papel como bailarina principal da companhia. Porém a competição pelo lugar é feroz, e Nina não tarda em ver em Lily (Mila Kunis) a sua grande rival. Esta é uma jovem bailarina acabada de chegar à companhia e tem tudo o que Nina não tem; é despreocupada, não tem obsessão pela perfeição nem uma mãe excessivamente controladora. Deste modo consegue soltar-se e ser o Cisne Negro perfeito, aquele que deve seduzir e enganar o príncipe. Por outro lado há a relação com a mãe, o caso típico da bailarina que nunca passou da vulgaridade e deseja ver espelhado na própria filha o sucesso que ela nunca alcançou. É essa obsessão pela perfeição do seu cisne negro que a leva a uma transmutação, Nina começa-se a soltar, a tentar livrar da hiper-protecção maternal. O problema é que o lado negro que ela deve despertar foi o mesmo que levou à autodestruição de Beth (Winona Ryder), a antiga estrela da companhia e ex-preferida de Thomas. É esse lado negro da sua mente que a vai começar a dominar até ao ponto de não conseguir destrinçar mais a realidade da ficção.

É exactamente neste ponto da exploração da mente de Nina, que na ânsia de se livrar da sua própria realidade, ela deixa de conseguir destrinçar entre o real e o imaginário.
Posso falar dos pormenores do filme e do argumento, que na minha opinião é excelente. Não esquecer que se trata de um filme de ficção, que tem por pano de fundo um bailado, e não uma adaptação cinematográfica desse mesmo bailado. Vou deixar os pormenores técnicos para os peritos em dança, no entanto adorei ver certos detalhes, que decerto fazem parte da vida de qualquer bailarino; como a transformação das próprias sapatilhas, da alteração das palmilhas, de certo para melhor se adaptarem aos pés.

É claro que O Cisne negro é uma das grandes obras do um grande filme, porém penso que nunca ficaria completo sem conhecer o resto da obra do realizador: Pi (1998); Requiem for a Dream (2000), O Último Capítulo (2006) e o Wrestler (2088). Em todos eles há um certo conflito entre a mente e o corpo; quando muitas vezes o poder da mente tem que ultrapassar as limitações do próprio corpo.

21 maio 2009

UM DIA TRISTE PARA QUEM AMA O CINEMA

Talvez o "Filme da Vida" de João Bénard da Costa (1935-2009)



Joan Crawford e Sterling Haiden numa das grandes cenas de "Johnny Guitar"; Nicholas Ray (1954)

14 fevereiro 2009

BEIJO



Para todos os namorados e não só...

Houve tempos em que a cena do beijo era das mais importantes de todo o filme, hoje em dia o beijo cinematográfico está tão vulgarizado que perdeu a magia de outrora. Neste clip estão alguns dos beijos que fizeram história na sétima arte, a música; "Bittersweet Symphony" dos Verve, é já também um clássico.

11 fevereiro 2008

O ADEUS A ROY SCHEIDER



Roy Scheider (1932-2008)

Martin Brody não mata mais tubarões.
Cena final do filme Tubarão, pode conter "spoilers"

25 dezembro 2007

PARABÉNS BOGIE!

Humphrey Bogart 25 de Dezembro 1889 - 14 de janeiro 1957

30 ANOS SEM CHARLIE CHAPLIN

18 outubro 2007

O ADEUS A DEBORAH KERR


Deborah Kerr (30 de setembro de 1921-16 de outubro de 2007)

31 julho 2007

O ADEUS A ANTONIONI


O realizador italiano Michelangelo Antonioni faleceu ontem à noite em Roma, tinha 94 anos.

Dirigiu grandes clássicos como "Deserto Vermelho"; "Blow Up"; "Profissão Repórter", recentemente exibido no Cinema Nimas; ou Zabriskie Point, lembram-se da banda sonora com Gratefull Dead e Pink Floyd?

O cinema King(que outro poderia ser?), em Lisboa, vai repor "Saraband", de Ingmar Bergman, e "Blow-up" e "Profissão: Repórter", de Michelangelo Antonioni, nos dias 3, 4 e 6 de Agosto, em homenagem aos dois realizadores falecidos ontem.

"Saraband" poderá ser visto a partir da meia-noite, "Profissão: Repórter" passa às 00h15 e "Blow Up" será transmitido às 00h30.

Programação do Cinema King tirada de: Público Online

Vídeo. A bela sequência final de "O Eclipse" de 1962 com Monica Vitti e Alain Delon. Este filme marca o final de uma trilogia iniciada em 1960 com "L'aventtura" seguida de "La Notte"em 1961, todos com Vitti como protagonista.

08 julho 2007

L'ENFANT DE LA HAUTE MER



Lénfant de la haute Mer
Realização: Patrick Deniau
França, 1985

FATHER AND DAUGHTER



Realização: Michael Dudok de Wit
Inglaterra, Bélgica, Holanda, 2000

05 julho 2007

LET'S COME TOGETHER

Decidi por este clip em evidência pois algumas cabecinhas (mal)pensantes decidiram que o mesmo era uma promoção à pornografia. Pelo menos reconheço que o título, "Let's Come Together", é um pouco ambiguo mas isso não é importante.
Como nós por aqui não embalamos em moralismos hipócritas - estilo CDS-PP - e só nos interessa divulgar bom cinema, aqui está o tão famoso anúncio encomendado pela UE:


CINEMA EUROPEU

A União europeia decidiu lembrar que também apoia o cinema europeu e lançou uma campanha destinada a promover o cinema do velho continente.
Por estes clips passam filmes tão maravilhosos como "O Pianista" "O fabuloso Destino de amelie Poulin" e "A Má Educação" entre outros.







29 junho 2007

TAXIDERMIA ESTREIA ADIADA


O filme Taxidermia que referi no post anterior viu a sua estreia adida para a próxima semana. Portanto se estava na vossa lista vão ter que esperar mais uns dias.

01 maio 2007

SHORTBUS



Estreia esta semana.

23 abril 2007

SEXUALIDADES

EN SOAP: SEXUALIDADES

Imaginem uma mulher sexy. Qual é o aspecto dela?
Agora imaginem um homem sexy. Qual é o aspecto dele?
Agora deixem-nos trocar de almas. E deixem-nos apaixonar-se. Um pelo outro.
E se a mulher e o homem deixassem de ser definidos como criaturas de um só sexo, como é que seria o jogo do amor e do erotismo? Talvez fosse como numa telenovela…
- A realizadora.


Não fosse haver um Jacques Tati, este seria o filme da semana:

Aos 32 anos, Charlotte (Trine Dyrholm) podia ter tudo na vida, se o quisesse.
Mas não quer…

Quando sai de casa do namorado, torna-se a vizinha de cima de Veronica (David Dencik, um transexual.

Veronica prefere ficar em casa sozinha com o seu cachorro, a ver novelas na televisão, enquanto Charlotte passa as noites com parceiros de ocasião.

Um assalto, uma cama nova e umas cortinas brancas juntam estes dois seres, que acabam por ser as personagens principais da sua própria e atribulada história de amor.

Prémios: Festival de Berlim 2006 – Urso de Prata (Grande Prémio do Júri), Melhor Primeira Obra

Realização: Pernille Fischer Christensen
Com: David Dencik, Trine Dyrholm, Frank Thiel
Dinamarca, 2006
Estreia: 19 de Abril de 2007


15 abril 2007

BLADE RUNNER



Um dos mais belos filmes de ficção cientifica.

Realização: Ridley Scott
Com: Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Youn, Edward James Olmos, Daryl Hannah e Brion James.
EUA, 1982

TERROR NA AUTO-ESTRADA




1986, Rugtger Hauer persegue C. Thomas Howell e Jennifer Jason Leigh em THE HITCHER: TERROR NA AUTO-ESTRADA

Realização: Robert Harmon
Com: Rudger Hauer, C. Thomas Howell e Jennifer Jason Leigh
EUA: 1986